Aki Noticias de ZaNessa e de varios famosos!Com quadros incriveis.Ñ somos nem melhor nem pior somos apenas um Blog diferente =]!!
26
Fev 09
publicado por Sandro_Gisele, às 19:14link do post | comentar

Academicos do salgueiro: " Nem melhor, nem pior,apenas uma escola diferente!"

 

UM MORRO GANHA VIDA...

Clique para ampliarPrincípio do século XX no Rio de Janeiro. As terras de um morro encravado no bairro da Tijuca, que já haviam abrigado lavouras de café e uma fábrica de chita, aos poucos vão se transformando em lugar de moradia para imigrantes e escravos. Muitos se diziam seus donos, mandando e desmandando no local. Mas, mesmo ganhando vida, aquele morro ainda era um lugar sem nome. Isto perdurou até a chegada do português Domingos Alves Salgueiro.

Comerciante e dono de uma fábrica de conservas na Rua dos Araújos, na Tijuca, Domingos era também proprietário de 30 barracos no local. Logo o português virou referência e designação do morro, que passou a ser conhecido como morro do "seu Salgueiro". Isso bastou para dar a fama ao local e batizar o morro como o Morro do Salgueiro.

Aos poucos, o Morro do Salgueiro começou a ser procurado por famílias de Minas Gerais, interior do estado do Rio de Janeiro, sul da Bahia e Nordeste. São essas pessoas que começam a dar vida ao morro, construindo casas, barracos e transformando a pedra bruta e inanimada em um lugar de moradia.

Atraídos pela fama do lugar, outros moradores vão chegando. São novos imigrantes, que, ao lado de seus conterrâneos passam a construir mais e mais barracos. Às casas que ali estavam, juntaram-se novos lares, sempre levantados em regime de mutirão. A proximidade de todos ia transformando o Morro do Salgueiro em uma grande família, uma festa de convívio social.

Aos poucos os moradores foram modificando a história e a geografia do morro, dando nomes às suas ruas, vielas e "bairros", cantos e recantos de um morro que ia ganhando vida e cotidiano. E assim surgiram o Sossego (local mais sossegado), o Campo (devido ao campo de futebol) e o Pedacinho do Céu (por ser a parte mais alta, onde os barracos ficam mais isolados do mundo). Tinha também o Canto do Vovô, Sunga, Caminho Largo, Trapicheiro, Portugal Pequeno, Sempre Tem, Anjo da Guarda, Terreirão, Grota, Rua Cinco, Carvalho da Cruz e Buate.

Clique para ampliarDe suma importância para o dia-a-dia do morro foram as famosas tendinhas, locais onde se compravam os gêneros de necessidade urgente, como o quilo de feijão ou de açúcar. Algumas ganharam fama, como a de seu Neca da Baiana, de Ana Bororó, de Casemiro Calça Larga ou de Anacleto Português, entre outras. As tendinhas iam se transformando no ponto de encontro dos moradores e locais de discussão sobre política, futebol e samba. E, entre um gole e outro de cerveja e cachaça, de incontáveis parcerias musicais.

De seus locais de origem, os moradores do Salgueiro trouxeram novas culturas, hábitos e costumes que foram se incorporando ao dia-a-dia de todos os habitantes do morro. Carimbó, Folia de Reis, Calango, Jongo e Samba de Roda eram cantados e dançados em datas folclóricas dos imigrantes e passaram a ser apreciados também nas festas do morro, fossem da cumeeira, casamentos ou aniversários, sempre acompanhados de cozidos, mocotós, peixadas e feijoadas.

Em meio às manifestações folclóricas, o Caxambu, dança vinda do interior de Minas Gerais e do estado do Rio de Janeiro (Santo Antonio de Pádua, Itacoara, Cantagalo, Cambuci e Sta. Maria Madalena), se destacou e se tornou a principal manifestação folclórica absorvida pelos moradores, já conhecidos pelo gentílico de "salgueirenses".

Pouco a pouco o morro do Salgueiro ia ganhando também uma vida social. E três lugares foram fundamentais para a recreação dos moradores: o Grêmio Recreativo Cultivista Dominó, O Grêmio Recreativo Sport Club Azul e Branco e o chamado Cabaré do Calça Larga. Nos bailes, com música ao vivo, os rapazes de terno engomado, sapato bico fino e salto carrapeta desfilavam pelo salão, apreciando as moças com suas roupas de organdi, seda e tafetá, sapatos altos e perfume de leite de rosas.

Clique para ampliarPor conta das diversas influências, a diversidade religiosa também se manifestou no Salgueiro. Na subida do morro, o Cruzeiro passou a ser um local para os agradecimentos, com velas acesas para as Almas Benditas, flores e ex-votos de promessas a pagar. Os terreiros de Umbanda e Candomblé também faziam parte da religiosidade do morro. Neles, às segundas e sextas-feiras, os toques dos atabaques, o bater de palmas e o coro, que entoava pontos em ioruba e português, saudavam orixás e caboclos. Um dos primeiros terreiros do morro foi o de Seu Oscar Monteiro, no Pedacinho do Céu, que, ao lado da Tenda Espírita Divino Espírito Santo, de Paulino de Oliveira, foi um dos mais famosos terreiros do Salgueiro.

O morro abrigou ainda diversas benzedeiras, como Dona Helena Correia da Silva, uma das mais conhecidas do local. Graças às garrafadas curadoras, banhos de limpeza, rezas localizadas, as benzedeiras do Salgueiro ganharam fama que se espalhou por toda a Tijuca.

Em janeiro, o dia 20 passou a ser especial para os moradores do Salgueiro. É nesta data que, até hoje, flores e velas se espalham pelo morro para a festa em homenagem ao padroeiro do Salgueiro, São Sebastião, cujas cores são o vermelho e o branco. O Campo se transforma num arraial, enfeitado com barraquinhas e bandeirolas para a festa. A diversidade religiosa do Salgueiro permite ainda que o morro abrigue outro padroeiro e protetor: Xangô, orixá do Candomblé, também de cores vermelho e branco e também reverenciado no dia 20 de janeiro, quando, à noite, diante dos pegis e dos gongás, o senhor das pedreiras recebe as homenagens de seus afilhados do Salgueiro.

A luta social também faz parte da história do morro do Salgueiro. Foi lá que surgiu a primeira associação de moradores do Rio de Janeiro, no início de 1934, quando os habitantes do morro foram ameaçados de despejo. Liderados pelo sambista Antenor Gargalhada, os salgueirenses saíram vitoriosos na batalha jurídica e continuaram a conviver pacificamente no morro do Salgueiro, fazendo suas festas, suas músicas e seus sambas.

 

 Fundação

... E DE SAMBA EM SAMBA, NASCE A ACADEMIA

Desde o surgimento de um cotidiano no morro do Salgueiro, os moradores já mostravam sua musicalidade e tinham muito orgulho dos sambas que compunham. Era uma vida marcada pela altura do morro de pedra ainda bruta, mas com uma vista privilegiada da cidade. Um mar de luzes que virou inspiração para a criação de sambas na volta do trabalho.

Carnavalesco por natureza, o morro chegou a abrigar mais de dez blocos, entre eles o Capricho do Salgueiro, Flor dos Camiseiros, Terreiro Grande, Príncipe da Floresta, Pedra Lisa, Unidos da Grota e Voz do Salgueiro. Todos com um grande número de componentes que desciam do morro para brincar na Praça Saenz Peña e nas famosas batalhas de confete da Rua Dona Zulmira, onde o Salgueiro era respeitado pelo talento de seus compositores e mostrava a todos que já era uma verdadeira academia de samba. Era lá em cima, no morro do Salgueiro que, ainda nos anos 30, Dona Alice Maria de Lourdes do Nascimento, conhecida com Dona Alice da Tendinha, passou a organizar um corpo de jurados para premiar os blocos que desfilavam no morro. A cada ano o desfile ficava mais animado e reunia moradores de outros morros e bairros, atraídos pela qualidade dos sambas feitos no Salgueiro.

Clique para ampliarDa fragmentação do samba do morro em vários blocos surgiu a união e nasceram três escolas de samba no Salgueiro: Unidos do Salgueiro, de cores azul e rosa, a Azul e Branco e a alviverde Depois Eu Digo.

A escola de samba Azul e Branco teve como figuras principais Antenor Gargalhada, o português Eduardo Teixeira, e o italiano Paolino Santoro, o Italianinho do Salgueiro. A ala de baianas da escola era uma das maiores da cidade e abrigava personagens como as jovens Maria Romana, Neném do Buzunga, Zezé e Doninha.

A Unidos do Salgueiro foi formada pela união de dois dos mais importantes blocos do morro: Capricho do Salgueiro e Terreiro Grande. A figura dominante da escola era Joaquim Casemiro, mais conhecido como Calça Larga. Líder no morro e bem articulado politicamente, Calça Larga organizava as rodas de samba, passeios, piqueniques em Paquetá e tudo o que fosse possível para unir a comunidade do morro.

Reunindo um grupo de sambistas talentosos, a Depois Eu Digo se transformou em escola de samba em 1934 e abrigava em suas fileiras nomes como Pedro Ceciliano, o Peru, Paulino de Oliveira, Mané Macaco, entre outros.

Nas três escolas iam surgindo talentosos compositores, verdadeiros gênios musicais, como Geraldo Babão, Guará, Iracy Serra, Noel Rosa de Oliveira, Duduca, Geraldo, Abelardo, Bala, Anescarzinho, Antenor Gargalhada e Djalma Sabiá. Homens que enriqueceram o cenário musical brasileiro e construíram uma obra original para as escolas de samba do morro. Foram as canções inspiradas desses bambas que fizeram com que o Salgueiro passasse a ser respeitado por todas as demais escolas de samba.

Mesmo com a qualidade de seus compositores, o Salgueiro, com suas três escolas, não conseguia ameaçar o predomínio das maiores escolas de então - Mangueira, Portela e Império Serrano. Os sambistas de outros morros respeitavam os salgueirenses e citavam seus compositores, passistas e batuqueiros como o que havia de melhor no mundo samba. Mas, nos desfiles da Praça XI ... nada acontecia.

Clique para ampliarNo desfile de 1953 não foi diferente e a melhor escola do morro foi a Unidos do Salgueiro, que ficou em sexto lugar. Logo após o resultado, muitos sambistas começaram a se colocar contra a divisão de forças no morro. Foi então que, no sábado, Geraldo Babão desceu o morro cantando a união das três escolas:

"Vamos balançar a roseira,
Dar um susto na Portela, no Império, na Mangueira.
Se houver opinião, o Salgueiro apresenta uma só união,
Vamos apresentar um ritmo de bateria
Pro povo nos classificar em bacharel,
Bacharel em harmonia.
Na roda de gente bamba,
Freqüentadores do samba
Vão conhecer o Salgueiro
Como primeiro em melodia.
A cidade exclamará em voz alta:
- Chegou, chegou a Academia!".


Componentes e baterias das três escolas se juntaram somando cores e bandeiras e arrastando o povo para a Praça Saenz Peña. Foi o estopim para a fusão. Depois de algumas reuniões em que foram decididos o nome e as cores da nova escola do morro, em 5 de março de 1953, os componentes da Depois Eu Digo e da Azul e Branco se uniram fundaram o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, com as cores vermelho e branco, uma combinação que já era a quebra de um tabu, uma vez que, naquela época todos achavam que "crioulo com roupa vermelha parecia o demônio". A Unidos do Salgueiro desapareceu anos depois e seus integrantes se juntaram aos Acadêmicos do Salgueiro.

Era o nascimento de uma escola que não seria nem a melhor, nem a pior, mas apenas uma escola diferente.

 

Samba enredo 2009

 

Autores - Moisés Santiago, Paulo Shell, Leandro Costa e Tatiana Leite
Intérprete - Quinho

O som do meu tambor ecoa, ecoa pelo ar
E faz meu coração com emoção pulsar!
Invade a alma, alucina
É vida, força e vibração!
Vai meu Salgueiro... Salgueiro
Esquenta o couro da paixão
Ressoou da natureza, primitiva comunicação
Da África, dos nossos ancestrais,
Dos deuses, nos toques rituais
Nas civilizações, cultura
Arte, mito, crença e cura!

Tem batuque, tem magia, tem axé!
O poder que contagia quem tem fé!
Na ginga do corpo, emana alegria
Desperta toda energia


No folclore, a herança
No canto, na dança, é festa, é popular
Seu ritmo encanta, envolve, levanta...
E o povo quer dançar!
É de lata, é da comunidade
Batidas que fascinam
Esperança social, transforma, ensina!
Ao mundo deu um toque especial
É show, é samba, é carnaval!

Vem no tambor da Academia
Que a Furiosa bateria vai te arrepiar!
Repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro
Salve o Mestre do Salgueiro

 

 

 

Bom pessoal foi apenas isso q eu achei!Se vcs quiserem saber mas da escola entre no site : http://salgueiro.com.br

Biins!!! Gi!!

 

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sinto-me: feliz/louk/td!
música: Gotta Go May Onw Way!

25
Fev 09
publicado por Sandro_Gisele, às 18:13link do post | comentar

Aki o especial :Mocidade Alegre :A Vitória vem da Luta... A Luta vem da Força... E a Força... da União!

 

História

No Natal de 1948, chegava em São Paulo procedente de Campos, Estado do Rio de Janeiro, junto com um pequeno grupo de amigos, Juarez da Cruz, que em pouco tempo teria participação no desenvolvimento do Carnaval de São Paulo.

Em 1950 Juarez, seu irmão Salvador da Cruz e mais dois amigos resolveram sair no Carnaval vestidos de mulher. Saíram no Sábado e só voltaram na Quarta-feira, para desespero de suas esposas e filhos. Nos anos seguintes o bloco foi aumentando, com a presença de outro irmão, Carlos.

No ano de 1958, em homenagem ao prefeito da Capital, que iniciava campanha de recuperação dos bondes e ônibus da cidade, o bloco saiu com o nome de Bloco das Primeiras Mariposas Recuperadas do Bom Retiro, já que Juarez e seus amigos moravam na Rua José Paulino, centro comercial de roupas feitas, armarinhos e enxovais.

Havia um código, que teria hoje total reprovação das feministas: embora a maior parte dos componentes do bloco fosse casada e suas mulheres pretendessem participar, isso era vetado a elas.

Por imposição de um dos componentes do grupo, que se recusava a sair fantasiado de mulher, no ano de 1963, eles saíram de palhaços e percorreram a Avenida São João, onde a Rádio América promovia o Carnaval de rua com exclusividade. Nesta época cada bairro fazia seu próprio Carnaval, promovido geralmente por firmas comerciais quando o bloco passava em frente ao palanque armado próximo ao Cine Paissandu, o apresentador disse em alto tom: "É um bloco muito alegre, um bloco de sujos, como existem muitos no Rio de Janeiro...

Ao sentarem na esquina da São João com Conselheiro Crispiniano, aquela frase não saía de suas cabeças. Estavam no meio-fio, descansando, quando resolveram dar um nome ao bloco. Entre muitas sugestões o escolhido foi Mocidade Alegre, já que ao se apresentarem eles evocaram na lembrança do locutor os melhores tempos do Bloco Carnavalesco Mocidade Louca, de Campos e "alegre" foi o adjetivo usado para apresentá-los ao povo.

O ano de 1963 marca também outro fato importante na história da Mocidade Alegre, o que seria encarado hoje como uma vitória total das feministas: um dos componentes não quis sair vestido de mulher, o que deu a chance para as mulheres vencerem a resistência masculina em plena terça-feira gorda. Neide, a mulher de Salvador, saiu fantasiada de Palhaço. Sem querer, ou talvez planejado pelas esposas - e elas negam o plano.

Neide da Cruz marcou o início do Bloco Carnavalesco Mocidade Alegre e todas as transformações posteriores.

Juarez da Cruz trabalhava no supermercado Peg Pag desde 1955. No ano de 1964, um dos diretores, o francês François Bellot, casado com uma norte-americana, solicitou a presença do bloco em sua residência no carnaval do ano seguinte.

Em 1965 o bloco, agora com a participação de esposas e filhos, saiu de gregos. Entusiasmados, Bellot sugeriu a Juarez que aumentasse o número de componentes do Bloco e se preparasse para desfilar em Santos, onde a secretaria de turismo preparava um Carnaval de rua organizado - o que não ocorria aqui em São Paulo.

A rede de supermercados colaboraria, solicitando aos seus fornecedores de aves que cedessem as penas, o tema escolhido era índios astecas.

A lavanderia da organização cuidaria dos sacos de linhagem, antes embalagens de batatas,e que agora serviriam para a confecção das tangas. Os funcionários do departamento de Promoção cuidariam dos desenhos das fantasias dos índios latino-americanos.

Em 1966, foi escolida a fantasia de espantalho. Para a confecção das fantasias foram comprados cetins, tafetás e sedas, recortadas posteriormente em tiras. O dinheiro foi arrecadado a partir de um livro de ouro assinado pelos diretores e fornecedores do Peg Pag e da rifa de um carro. Mas, ao passarem perto dos componentes de uma escola de samba no Ibirapuera, numa promoção da Rádio Record, alguns ouviram um comentário nada delicado. Mais ou menos isso, entre espanto e total surpresa: "Que escola é esta! Toda esfarrapada. Que mau gosto..."

A Questão é que os autores da maledicência não sabiam diferenciar uma escola de um bloco. E que os tais "farrapos" tinham custado mais caro do que suas pretensas luxuosas fantasias. Aliás, uma das características da Mocidade Alegre desde o início é o extremo cuidado na confecção das fantasias.

Desde de seu início, a Mocidade Alegre provocou os mais diferentes comentários, assim ocorreu em 1966, quando Phillipe Aladin, presidente do Supermercado Peg Pag, convidou o grupo para uma festa em sua residência. Os funcionários que não desfilavam no bloco dividiram-se em duas correntes, uma chamava os componentes de "puxa-saco" outra que criticava o presidente por ter recebido em sua casa um bando de "negros pinguços".

Em 1967, o tema escolhido foi romanos os homens vestidos de gladiadores, com fantasias de pele de carneiros - as mulheres tranças de damascos na cabeça. Foi em meados de 1967 que se criou a Federação das Escolas de Samba de São Paulo.

O Radialista Moraes Sarmento convocava todas as escolas, cordões e blocos carnavalescos para organizarem o carnaval paulistano de 1968.

As reuniões eram realizadas no Paulistano, na Rua da Glória. A partir dos estatutos dos "Acadêmicos do Peruche" foi elaborado o da Mocidade Alegre, em 24 de setembro de 1967 se transformou no Grêmio Recreativo Mocidade Alegre, sendo seu primeiro presidente Juarez da Cruz.

Para o Carnaval de 1968, o tema escolhido foi "Índios do Brasil". Como havia 180 componentes, mas todos pobres, o único recurso foi apelar mais uma vez para a direção do Peg Pag. Valeu a pena. Havia um carro alegórico representando as selvas brasileiras com uma cascata mantida a partir de um tanque d'água, movida por uma bomba a gasolina. Faróis de milha iluminavam tudo. A Mocidade estava pronta para desfilar às nove horas da noite.

Quando acabaram de chegar próximo ao Lord Hotel, Juarez foi procurado pelos componentes da Federação, que expuseram o problema. O Rei Momo que deveria abrir o desfile num carro dos bombeiros se atrasou e o carro já havia passado.Ele não poderia descer a avenida a pé, afinal era rei.

As crianças, representado os curumins, foram retiradas da plataforma e substituídas pelos quase 200 quilos do Rei Momo. O peso foi tão desproporcional que o motor deixou de funcionar, e com ele a cascata de águas límpidas.

Terminada a apuração veio o resultado: Mocidade Alegre em 5º lugar, penúltima Escola.

Naquela época os ensaios eram realizados nas ruas de Vila Mariana. Os quietos moradores denunciaram várias vezes os componentes a policia, dizendo serem marginais. O jeito foi transferir os ensaios para um terreno vago na Pompéia de propriedade do Peg e Pag, onde aos domingos se jogava futebol pela manhã, churrasco à tarde e à noite, os ensaios.

O batuque atraia aos poucos os grandes nomes do samba de São Paulo, que foram chegando e transmitindo conhecimentos, Dráusio da Cruz, da Escola de Samba Império do Samba de Santos, começou a ensaiar os passistas e ritmistas. Estreitando os laços entre as escolas, e a Mocidade Alegre ganhava assim a sua nobre madrinha.

Neste ano, 1969, o tema escolhido foi romanos, a Mocidade Alegre ganhou o primeiro lugar. Passou assim para o segundo grupo, transformando-se de bloco carnavalesco em escola de samba.

A Mocidade Alegre conseguiu a proeza de ser tricampeã do carnaval paulistano logo após subir para o grupo principal. Em 1970, venceu o Segundo Grupo e, nos anos seguintes, já promovida ao Grupo de Elite, foi campeã logo de cara, em 71, repetindo o feito em 72 e 73.

A Mocidade foi a primeira Escola paulistana a introduzir destaques sobre os carros alegóricos, adereços de mão e alas coreografadas. A Escola também teve a honra de ser a primeira Escola de Samba a ser convidada pelo Ministério da Cultura a representar a Cultura da Raiz Paulistana na Europa, viajando para a Ilha da Madeira.

No início dos anos 70 a Escola manteve a tradição de apresentar enredos sobre São Paulo. No final da década de 70 e início dos 80 a tradição eram temas relacionados à cultura negra, marcando até hoje a personalidade da Escola na abordagem de temas afro-brasileiros. Exemplo mais atual e marcante deste gênero foi o carnaval de 2003, quando a Escola obteve o vice-campeonato com o enredo "Omi - O Berço da Civilização Yorubá"

Nos anos 90, chegou em terceiro lugar em 1993, 1996 e 2000, mantendo-se sempre entre as principais agremiações paulistanas.

Na galeria de carnavais vitoriosos podemos apresentar os campeonatos dos anos de 1971, 1972, 1973, 1980 e mais recentemente no Carnaval 2004, quando todas as Escolas desfilaram com temas fazendo referência aos 450 Anos da Cidade de São Paulo !!!

Em 2005, com o enredo "Clara, Claridade... O canto de luz no Ylê da Mocidade" (sobre a obra da saudosa cantora mineira Clara Nunes), obteve o 3º lugar do Grupo Especial. E no carnaval 2006 repetiu a colocação do ano anterior ao apresentar o enredo "Das Lágrimas de Iaty surge o Rio, do Imaginário Indígena a Saga de Opara. Para os Olhos do Mundo um Símbolo de Integração Nacional: Rio São Francisco" (sobre a história do Rio São Francisco contada através do imaginário indígena).

A Morada do Samba, tradicional sede e quadra de ensaios da Mocidade Alegre, foi inaugurada no dia 17 de Julho de 1970 na Avenida Casa Verde, 3.498 - Bairro do Limão - São Paulo - CEP 02520-300 - Tel/Fax. 3857-7525.

 

Ficha Tecnica

 

Nome Oficial

Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre

Data de Fundação

24 de Setembro de 1967

Cores Oficiais

Vermelho e Verde

Títulos

1969 Grupo III (atual Grupo 2 da UESP)
1970 Grupo II (atual Grupo 1-A da UESP)
1971 Grupo I (atual Grupo Especial)
1972 Grupo I (atual Grupo Especial)
1973 Grupo I (atual Grupo Especial)
1980 Grupo I (atual Grupo Especial)
2004 Grupo Especial
2007 Grupo Especial


Presidente de Honra

Sr. Juarez da Cruz

Presidente

Solange Cruz Bichara Rezende

Vice-Presidente

Marcos Rezende (Mestre Sombra)

Direção de Carnaval

Carlos Farias
Edson Oliveira
Érica Ferreira
João Lolla Junior
Marcos Rezende
Sidnei França
Solange Cruz Bichara Rezende
Vanderley Silva


Carnavalesco

Comissão de Carnaval
Fábio Lima
Flávio Campello
Márcio Gonçalves
Sidnei França

Assessor da Presidência

J.C. Pachón

Secretaria da Escola

Claudia Ginicolo
Edmara Cruz
Fabio Henrique Carromeu


Secretária da Presidência

Roseli dos Santos

Intérprete Oficial

Clovis Pê

Time de Canto

Clovis Peçanha (Clovis Pê)
Carlos Alberto (Juninho Berin)
Clayton Reis
Edílson Lira (Tico)
Fabio Pires (Fabinho)
Vânia Cordeiro


Time de Cordas

Liliane Nascimento
Marcelo Lombardo


 

Diretor Geral de Harmonia

João Lolla Junior (Junior Dentista)

Diretor de Bateria

Marcos Rezende (Mestre Sombra)

Casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Emerson Ramires e Adriana Gomes
Jocimar Martins e Viviane Chilena
Vinícius Santos e Victória Silva

Presidente de Honra da Ala de Compositores

Sr. Alberto Alves (Sr. Beto)

Presidente da Ala de Compositores

Marcelo Modesto (Nikimba)

Coordenadores da Velha Guarda

Sueli
Odair Alfredo
Dito
Sr. Pereira
Carlos Alberto


Comissão de Frente

Coordenador Márcio Costa
Coreógrafo André Almeida

Coordenadores dos Destaques

Rosana Ferreira

Coordenação de Projetos Sócio-Culturais

Coordenação Geral Érica Ferreira
Coordenadora Pedagógica Viviane Chilena
Auxiliar de Coordenação Luciana
Teixeira

Diretora Financeira

Adriana Cruz Bichara

Departamento Financeiro

Vera Lucia Magalhães

Relações Públicas

Roseli Alves da Silva (Preta Jóia)

Departamento Jurídico

Dra. Priscila Maria Touma (OAB/SP 124.358)
Dra. Patrícia Ventura (OAB/SP 120.133)


Departamento Contábil

Edson Betoldo de Moura (CRC 1SP 159751/O-1)

Número de Alas

25 (Vinte e Cinco)

Número de Alegorias

5 (cinco)

 

Samba Enredo 2009

Enredo: "Da Chama da Razão ao Palco das Emoções... Sou Maquina, Sou Vida... Sou Coração Pulsando Forte na Avenida!!!"

 

Intérprete Oficial: Clovis Pê
Time de Canto: Clayton Reis, Fabinho, Juninho Berin, Tico e Vânia Cordeiro
Time de Cordas: Liliane do Cavaco e Marcelo Lombardo

Compositores:
China da Morada, Ferreira, Luis Roberto, Murillo TK, Pinheiro e Rafa

 

 

 

Chegou Mocidade o grande dia
Avante nossa família
Que traz a chama da razão
E faz brilhar nesta avenida
A luz que ilumina cada ser
É a fonte do saber
Na religião, mistério e segredo... É o coração
O Renascimento desperta a ciência
Fazendo o homem conhecer
Sua própria existência


 
Máquina da vida eu sou
Com saúde e mais amor
Quem doa renova a vida em outro ser
Sou ritmo puro que te faz viver


 
(Refrão)
Entre tantas emoções
Amores revelam cenário de paixões
Enamorados ao luar, o cupido me flechou
Gostoso é o amor materno
Puro e eterno pra me acalentar
Sou inspiração na poesia
O grito de gol no ar
São tantos sambistas imortais
Inesquecíveis carnavais
Por ti darei a minha vida Escola querida!!!


 
É mais uma emoção
Batendo forte no meu peito
Eu sou Morada e não tem jeito
Faz pulsar o coração
O sonho de ser campeão


(Refrão)


 

Ficha Técnica - Carnaval 2009


Presidente: Solange Cruz Bichara Rezende
Autor(es) do Enredo: Sidnei França
Carnavalesco(s): Comissão de Carnaval
Mestre-sala e Porta-bandeira: Emerson e Adriana
Mestre de Bateria: Mestre Sombra

 

 

Ser sambista é um previlégio,Pertencer à Mocidade alegre é Motivo de Orgulho.

                                                                          "Sr.Juarez da Cruz "

 

A Equipe do Blog quer parabenizar a grande campeã MOCIDADE ALEGRE.

 

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